Corona Virus e epilepsia

Eis as nossas respostas a questões para pessoas com epilepsia e seus famili­ares relati­va­mente ao corona­vírus e à doença Covid-19.

A tese geral é que a pessoas com doenças preexis­tentes estão especi­al­mente em perigo. A epilepsia é uma dessas doenças?

De acordo com os nossos conhe­ci­mentos atuais, não existe direta­mente qualquer perigo acres­cido de um decurso grave da doença só pelo facto de se sofrer de epilepsia. O caso já é outro se se acres­cen­tarem outras doenças. No entanto, todos devem proteger-se de um contágio e observar as recomen­da­ções, que foram tradu­zidas em várias línguas.

Como nos devemos proteger

Os medica­mentos para a epilepsia preju­dicam o sistema imuni­tário e tornam a pessoa mais propensa à doença?

A maioria dos pacientes com epilepsia possui um sistema imuni­tário normal, se este não se encon­trar debili­tado devido a outras doenças ou trata­mentos. Os antie­pi­lé­ticos devem neces­sa­ri­a­mente conti­nuar a ser tomados regular­mente. Muito poucos métodos de trata­mento podem debilitar o sistema imuni­tário, por exemplo hormona adreno­cor­ti­co­tró­fica (ACTH), esteróides e imuno­te­ra­pias, bem como, em menor escala, fenitoína,  fenobar­bital ou primi­dona (Mysoline®).

Os ataques aumentam devido à doença Covid-19?

A febre pode desen­ca­dear ataques epilé­ticos. Outros possí­veis fatores que podem desen­ca­dear ataques são o stress, medo ou dormir mal devido à situação atual, comer e beber de forma irregular ou a toma irregular de medica­mentos (p. ex. devido a vómitos). De acordo com as infor­ma­ções atuais prove­ni­entes de países mais afetados, o perigo de ataques adici­o­nais devido ao Covid-19 é pequeno para a maioria dos pacientes com epilepsia.

O que fazer se os ataques aumen­tarem após um contágio?

Telefone, nesse caso, ao seu médico de família e ao seu neuro­lo­gista e siga as suas instru­ções. Possi­vel­mente faz sentido, nesse caso, ter de reserva um medica­mento de emergência. Se um ataque de epilepsia durar mais de 3 minutos e não estiver dispo­nível um medica­mento de emergência, ou este não ajudar:  devem proteger-se os pacientes de eventuais ferimentos e telefonar-se ao 144.

Medidas de primeiros socorros no caso de ataques epiléticos

A minha consulta médica foi desmar­cada. O que posso fazer?

De momento, as insti­tui­ções de saúde têm de recusar inter­ven­ções e trata­mentos que possam ser adiados. As salas de espera repre­sentam, além disso, um perigo de contágio elevado. Se for urgente, deve ser possível uma consulta telefó­nica; de contrário, a consulta tem de ser agendada para mais tarde.

Conti­nuam a estar dispo­ní­veis medica­mentos para a epilepsia?

Até agora não são conhe­cidas graves dificul­dades de forne­ci­mento. Por segurança, todos os medica­mentos sujeitos a receita médica encontram-se atual­mente racio­nados. Os doentes crónicos, tais como os epilé­ticos, podem ter uma reserva para no máximo dois meses. Recomen­damos que tenha uma pequena reserva — peça a tempo, por telefone, uma receita.

Autor: Stephan Rüegg; última atuali­zação desta página: 29.10.2020.